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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Conheça a Campanha do laço Branco

Campanha do Laço Branco - Homens pelo fim da violência contra a mulher 


Essa campanha tem o objetivo de sensibilizar, envolver e mobilizar os homens no engajamento pelo fim da violência contra a mulher. Suas atividades são desenvolvidas em consonância com as ações dos movimentos organizados de mulheres e de outras representações sociais que buscam promover a equidade de gênero , através de ações em saúde, educação, trabalho, ação social, justiça, segurança pública e direitos humanos. 

Como tudo começou? 
No dia 6 de dezembro de 1989, um rapaz de 25 anos (Marc Lepine) invadiu uma sala de aula da Escola Politécnica, na cidade de Monteral, Canadá. Ele ordenou que os homens (aproximadamente 48) se retirassem da sala, permanecendo somente as mulheres. Gritando: “você são todas feministas!?”, esse homem começou a atirar enfurecidamente e assassinou 14 mulheres, à queima roupa. Em seguida, suicidou-se. O rapaz deixou uma carta na qual afirmava que havia feito aquilo porque não suportava a idéia de ver mulheres estudando engenharia, um curso tradicionalmente dirigido ao público masculino. 

O crime mobilizou a opinião pública de todo o país, gerando amplo debate sobre as desigualdades entre homens e mulheres e a violência gerada por esse desequilíbrio social. Assim, um grupo de homens do Canadá decidiu se organizar para dizer que existem homens que cometem a violência contra a mulher, mas existem também aqueles que repudiam essa atitude. Eles elegeram o laço branco como símbolo e adotaram como lema: jamais cometer um ato violento contra as mulheres e não fechar os olhos frente a essa violência. 

Lançaram, assim, a primeira Campanha do Laço Branco (White Ribbon Campaign): homens pelo fim da violência contra a mulher. Durante o primeiro ano da Campanha, foram distribuídos cerca de 100.000 laços entre os homens canadenses, principalmente entre os dias 25 de novembro e 6 de dezembro, semana que concentra um conjunto de ações e manifestações públicas em favor dos direitos das mulheres e pelo fim da violência. O dia 25 de novembro foi proclamado pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM), órgão das Nações Unidas, como Dia Internacional de Erradicação da Violência contra a Mulher. O dia 6 de dezembro foi escolhido para que a morte daquelas mulheres (e o machismo que a gerou) não fosse esquecida. 

Trabalhando junto a diversos órgãos das Nações Unidas, particularmente o UNIFEM, e em parceria com organizações de mulheres, esta Campanha também foi implementada em diferentes países, ao longo das duas últimas décadas: na Ásia (Índia, Japão e Vietnã), Europa (Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Espanha, Bélgica, Alemanha, Inglaterra e Portugal), África (Namíbia, Quênia, África do Sul e Marrocos), Oriente Médio (Israel), Austrália e Estados Unidos. 

No Brasil, algumas iniciativas começaram a ser delineadas em 1999. Com objetivo de ampliar cada vez mais a rede, em 2001 foi realizado o lançamento oficial da campanha, promovendo diferentes atividades, entre elas: distribuição de laços brancos, camisetas e folhetos informativos, realização de eventos públicos, caminhadas, debates, oficinas temáticas, entrevistas para jornais e revistas, coleta de assinaturas e termos de adesão à campanha etc. Essas atividades foram desenvolvidas em parceria com diferentes instituições, particularmente organizações do Movimento de Mulheres. 

Conheça o site da campanha: www.lacobranco.org.br

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Primeiro de maio, dia da democracia




Muito se fala sobre o primeiro de maio, mas pouco se estuda e se aprofunda. É necessário, entender o modo capitalista de produção, para entender a luta dos trabalhadores.

Quando termina o feudalismo na Europa, nasce a partir da Inglaterra, um novo modelo de produção, onde os artesãos, perdem autonomia, onde os trabalhadores rurais são expulsos de suas terras e forçados a ir para os centros urbanos e lá trabalharem, nas industrias nascentes.

O modelo força os antigos camponeses, que trabalhavam a partir do ciclo natural, por exemplo, horários acompanhando o sol, a se adaptarem aos horários das industrias. E o ritmo de trabalho ditado pelas maquinas a vapor.

O trabalho sem regramento nenhum, obrigava, mulheres, homens e até crianças a trabalharem 18 horas por dia. A demissão acontecia a qualquer momento, e não havia um mínimo a se pagar por hora. Quem adoecesse que se virasse e quem envelhecesse, que se cuidasse. Brilhante o livro de Emile Zolla, Germinal, pois mostra como era a vida nas minas de carvão, nada diferente das industrias têxteis ingleses, daquele período, 1840/50.

Os sindicatos e as cooperativas de trabalhadores, nasceram juntas para se contrapor a esta loucura que era o trabalho. Quando falo de democracia, quero dizer que tudo o que vivemos hoje, é o acumulo das lutas dos trabalhadores em todas as partes do mundo, nestes quase 200 anos.

Foram estes sindicatos antigos, que conseguiram negociar e regulamentar a jornada de trabalho, o descanso semanal, as férias, o decimo terceiro e todos os nossos direitos. Foram eles que criaram partidos políticos em cada pais que elegendo seus deputados, conseguiram colocar em leis suas conquistas em negociações.

Se saímos da barbárie, e hoje temos direitos, isto é obra dos sindicatos de trabalhadores ao longo do tempo. Se temos democracia, foi porque trabalhadores lutaram nestes 200 anos para que isto acontecesse. Caso contrário o dinheiro teria nos feito escravos pelos capitalistas.

Mesmo os que nos criticam hoje, os que dizem que o sindicato não serve pra nada, que os trabalhadores tem mais é que trabalhar mesmo, mesmo estes só podem falar isto, porque conquistamos liberdade para que eles possam falar estas insanidades. Caso contrario eles estariam amarrados as maquinas até hoje e sem liberdade para se posicionarem.

Hoje a noite nos telejornais vocês verão muitos trabalhadores pelo mundo, com suas bandeiras vermelhas protestando e lutando por seus direitos.

Viva a classe trabalhadora. Viva a luta dos trabalhadores.


Texto extraído da Pagina Facebook do Sr.Tarcisio Secoli 
https://www.facebook.com/pages/Tarcisio-Secoli/242694922584648